Como a crise afeta os Provedores de Internet

6 de abril de 2020 como o covid-19 afeta os provedores de internet
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Como o COVID-19 afeta os Provedores de Internet

O ano é 2020 e um vírus toma proporções grandiosas – fazendo com que as pessoas entrem em isolamento social por tempo, até então, indeterminado. Parece introdução de filme de ficção científica, mas, como você bem sabe, trata-se dos nossos atuais dias. Estamos em tempos de quarentena… e isto interfere bastante no ramo de Provedores de Internet.

O coronavírus impactou toda a sociedade (em âmbito mundial)

Não pense que impactou apenas nossas rotinas! O covid-19 teve impacto na nossa vida diária, nosso comércio, nossa economia, enfim… Além disso tudo que citamos, a pandemia do novo coronavírus também tem reflexos na vida digital: a infraestrutura brasileira de internet registrou um fluxo de tráfego de 11 Tb/s nos últimos tempos.

Como empreendedor Provedor de Internet, você já tem ciência que esse é um valor considerado alto e atípico, uma vez que a média de terabits por segundo registrada ao longo de 2019 foi de 4,69 Tb/s.

A tendência não se limitou ao Brasil. No Reino Unido, o tráfego aumentou em 30% nas três primeiras semanas do mês de março. Nos EUA, o aumento foi de cerca de 20%. Os tempos estão mudando e a era, agora mais do que nunca, é digital.

Dizer isso “em voz alta” já é um ponto de partida para afirmar que o vírus afeta diretamente toda a estrutura de telecomunicações e, por consequência, toda a esfera de provedores de internet. E é exatamente sobre isso que vamos conversar hoje. Interessado? Então, separe nossos rotineiros minutos e, mesmo com a cabeça a um milhão em meio à pandemia, relaxe! Vamos conversar!

Vamos começar pensando no funcionamento do tráfego

Para quem é leigo, é importante entender que, sempre que você abre um site ou um aplicativo que depende de internet, os computadores que abrigam aquele conteúdo – também chamados de servidores – recebem um pedido de acesso ou envio de determinados dados. Mas, isso você já sabe.

Uma informação que também não é novidade para você é que, ao receber o pedido, esses computadores enviam uma resposta ao usuário, que pode ser o acesso ou envio das informações desejadas ou uma mensagem que diz que elas não podem ser acessadas ou enviadas por algum motivo.

Essa troca constitui o tráfego de dados na internet. Para que tudo isso funcione, a internet depende de uma estrutura física, que consiste em uma série de cabos e servidores espalhados por todo em cada país.

Quando a comunicação precisa ser feita com um servidor que está localizado em um país separado do Brasil por um oceano, o tráfego passa por cabos submarinos, instalados a muitos metros de profundidade. Atualmente, o país tem seis cabos submarinos funcionando. Tranquilinho, né?! Nada de novo no Reino.

Vamos aos dados!

Anualmente, o tráfego na internet no Brasil aumenta significativamente, com a maior curva crescente registrada pelo IX.br desde o ano de 2014. Por isso, as empresas provedoras de serviços de internet possuem um planejamento prévio para lidar com aumentos na demanda.

Mas, a pandemia é uma situação atípica, e surgiram preocupações acerca da capacidade de a infraestrutura brasileira aguentar os picos de acessos causados pela nova conjuntura social e de trabalho.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) publicou, em 20 de março, um compromisso público, firmado junto às principais empresas provedoras, de manter o país conectado durante a crise do novo coronavírus.

O compromisso diz que a Anatel vai monitorar o tráfego e, junto das empresas, tomar ações para mitigar problemas que venham a surgir pelo alto número de dados trafegando pela estrutura. E, nesse ponto, temos o primeiro ponto de mudança para os provedores de internet. Apesar da regulamentação acirrada da Anatel, nunca antes ela esteve tão próxima com o intuito de não deixar nenhum usuário sem internet.

Aprofundando no tráfego

Colocando toda a situação com um exemplo aleatório, a ideia ficaria assim: quando você faz o pedido para acessar determinadas informações em um site ou aplicativo, o caminho dos dados não é uma linha reta. A solicitação passa por diversos computadores intermediários antes de chegar ao destino final.

Agora, imagine que o caminho do tráfego de dados é uma autoestrada. Se essa rodovia tiver mais carros do que consegue suportar, um engarrafamento vai surgir.

Uma saída para não ter que esperar o tempo total do engarrafamento é sair em desvios, que podem ter um caminho mais longo, mas que levam o carro ao destino final em um tempo menor do que o tempo que se levaria no trânsito.

Essa é a principal ação que pode ser feita para mitigar os efeitos do alto tráfego de dados: mandar os pacotes de informação por caminhos mais longos. Isso pode deixar a experiência de navegação mais lenta, mas garante que a ida e vinda dos dados será realizada.

Caso problemas se apresentem, o GGRR (Grupo de Gestão de Riscos e Acompanhamento do Desempenho das Redes de Telecomunicações) da Anatel fará a articulação com os provedores para tomar as medidas que forem necessárias.

A única mudança vigente

Estudo realizado pela Advisia mostra que provedores regionais responderam positivamente à pandemia do covid-19, especialmente no sentido de proteger seus clientes e colaboradores, garantir a operação e entregar o serviço aos consumidores e serem criativos em relação a inadimplência e cancelamentos.

De acordo com o levantamento, 100% dos ISPs entrevistados realizaram comunicações específicas sobre o covid-19 para informar e tranquilizar seus clientes. Essa comunicação se deu em grande parte por meio de redes sociais, mas empresas se valeram de ligações telefônicas, SMS, e-mail, aplicativos e até visitas presenciais, a depender do grau de digitalização de cada uma delas.

O quesito “vendas” não fica por baixo

Desde o início das medidas de contenção, 41% dos ISPs estudados apontaram aumento de vendas superior a 20%; 21% viram alta de até 20% e 21% não registraram alterações. No entanto, apenas 33% sentiram aumento significativo na fila para instalação.

Por último, mas, não menos importante, temos casos de provedores que passam a atender durante um período maior de tempo diário. Reforçar os planos de atendimento e suporte é uma medida que altera a rotina dos provedores de internet. Isso ocorre para suprir às demandas das empresas por conectividade necessária – satélite e fibra – para o funcionamento de suas atividades durante o período de reclusão coletiva para o combate ao coronavírus.

Nunca antes foi pronunciado uma era mais digital (obrigatoriamente). Esse pode ser o momento exato para sua expansão. Que acha?

Até a próxima!

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